Morin

Caminho

“Caminante, son tus huellas
el camino, y nada más;
caminante, non hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,
Y al volver la vista atrás
Se ve la senda que nunca
Se há de volver a pisar.
Caminante, no hay camino
Sino estelas en la mar.”

Antonio Machado, Canto XXIX, Proverbios y Cantares.

 “Originalmente, a palavra Método significava marcha. Aqui, é preciso aceitar o caminhar sem caminho, o fazer o caminho andando. Aquilo que Machado dizia: Caminante no hay caminho, se hace camino al andar. O método só pode formar-se durante a pesquisa; ele só pode desembaraçar-se e formular-se depois, no momento em que o termo se torna um novo ponto de partida, desta vez dotado de método. Nietzsche o sabia: ‘Os métodos vêm no final’ (Anti-Cristo). (...)
O Método. T1. A natureza da natureza. Éditions du Seuil, Paris, 1977. Tradução livre Nurimar Falci, 2001.

“Quinta-feira, 11 de agosto 1994. Dificuldade em encontrar o equilíbrio para reformular o meu capítulo “Caminante”. Há pouco e muito de coisas íntimas. O pouco: tudo é fraco, superficial. O muito: falo do que não devo (a minha vida amorosa).
Fim de tarde, a fórmula não foi encontrada.”
1994. Uma ano Sísifo. Diário de fim de século. Publicações Europa-América. Lisboa, 1998.
 
“Eu não deixei de ser caminhante. Minha vida foi e continua a ser uma vida em movimento, errante, em meandros, impulsionada por minhas aspirações múltiplas e antagônicas. Obedeci continuamente a meus demônios, mas acontecimentos e acasos trouxeram descontinuidades, levando-me aonde não sabia que devia ir, mas aonde eu reencontrava meus demônios. Continua a ir de um meio a outro, a circular na sociedade, nas sociedades, recusando-me a me deixar encerras na casta (principalmente intelectual). Fui fiel à ‘concepção sintética de vida’. (...)
‘ Foi o caminho, não que eu tracei para mim, mas que minha caminhada traçou: Caminante no hay caminno, el camino se hace al andar’.
Meus demônios. Bertrand Brasil, 1998.

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