Morin

Compreensão

“O retorno à experiência judaica deveria dar a capacidade de compreender o sofrimento dos palestinos e mostrar à Israel que ele inflige há meio século aos Palestinos aquilo que ele próprio sofreu dos europeus durante mais de um milênio: desapropriação, expulsões, segregação, guetoisações, humillhações, vexações, recusa daquilo que lhe é devido, desprezo. Ele permitiria reencontrar o universalismo daintelligensia judaica dos séculos XIX e XX, reencontrar o humanismo europeu onde a contribuição dos pós-marranos, que foram Spinoza, Montaigne, Cervantes, e depois Marx, Freud e Proust, foi capital.”
Horizons–Débats, Le Monde. 02 de Fevereiro de 2001. Tradução livre  de Nurimar Falci, São Paulo, 2001.

“Segunda–Feira, 29 de Fevereiro 1996 – Nobre propósito de Mandela a Louis Farrakan, líder americano da Nação do Islã, dizendo que a maioria dos sul-africanos se opõe veementemente à intolerância religiosa e à opressão das mulheres. Nós acreditamos na tolerância e a colocamos em prática todos os dias.”
Chorar, Amar, Rir, Compreender. 1º jan 1995 – 31 jan 1996. Paris, Arléa, 1996. Tradução Nurimar Falci, 2001. São Paulo.

“Caros amigos e irmãos,
(...) não aspireis permanecerem somente croatas, macedônios, montenegrinos, albaneses; sejais plenamente europeus: sejais unidos às outras nações da Europa do oeste e do leste, do sul e do norte em virtude da mesma consciência histórica, vontade e esperança”.
31 de outubro, 1991. Este texto cedido por uma rádio croata e por uma rádio sérvia, foi difundido por ambas. Faz parte do livro I Fraticidi, Iugoslávia-Bósnia, 1991-1995. Meltemi eidotre, srt. Roma, 1997. (texto original em francês: Les fraticides).

“Resistir à crueldade do mundo é um princípio que necessita da compreensão humana. Uma coisa que me toca muito não é somente a incompreensão que temos com relação às pessoas que têm uma religião diferente da nossa, uma outra nacionalidade, outros costumes, mas também a incompreensão que os seres próximos têm uns dos outros, incompreensão no seio de uma família, entre pais e filhos, entre irmãos e entre pessoas amigas. Como não chegamos a nos compreender uns aos outros, como podemos esperar que haja uma compreensão mais ampla entre os humanos? Esse problema da compreensão me parece absolutamente fundamental e necessita um auto-exame, o respeito pelo outro, a vontade de compreender o outro. A compreensão é uma das maneiras de resistir à crueldade do mundo.”
Dos demônios: Atelier ao vivo do pensamento de Edgar Morin. SESCSP, 28 e 29 agosto/2000. Tradução livre Nurimar Falci, São Paulo, 2001.

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