Morin

Eu

“O eu, ??? (ego ???) a pessoa, é como o átomo: uma unidade aparentemente simples, irredutível, primária, de fato um sistema solar onde o núcleo central, ele próprio, não é um, mas uma arquitetura.
(...) Freud com o id Rank com o duplo, Jung, com animus e anima, realizaram os primeiros grandescrackings da psicologia moderna, descobrindo uma dualidade ou antiética no princípio constitutivo do eu. Certamente, já, a psicologia clássica dos moralistas se baseava na oposição do ‘coração’ e ‘do espírtito’, das ‘paixões’ e da ‘razão’, mas o teatro do eu estava fechado. (...) O Romantismo fez surgir o alter ego, permanente e fantasmático, o eu-outro, o duplo. Dostoiewski descobre os ‘ demônios’ que fazem de nos os quase-possuídos. O romance começa a explorar a multipersonalidade dos seus personagens. Com Proust, Joyce, Faulkner, o eu colocado entre parêntesis, em epifonômeno, dissolvido e desaparecido, descobrimos um movimento metereológico interno, depois a confusão e o caos.”
O vivo do sujeito, 1969, Paris, Éditions du Seuil, Tradução livre Nurimar Falci, são Paulo, 2001.

“Assim, operou-se em mim um duplo movimento contrário: o religamento às raízes sefarditas via meu pai, mas ao mesmo tempo, o religamento a uma mediterraneidade marcada pelo marranismo e pela laicidade toscana. (...)

“A integração do observador em sua observação, a volta sobre si para se objetivar,se compreender e se corrigir, constituem para mim, ao mesmo tempo, um princípio de pensamento e uma necessidade ética. Considero Autocrítica o ato que, cumprindo o exame reflexivo de tudo aquilo em que acreditei e pensei até escrevê-lo, permitiu-me a partir dele integrar em minha caminhada o exercício permanente da auto-observação. Tal exercício suscita uma segunda consciência – uma consciência verdadeira - que se desenvolve unindo-se primeiramente a meu outro Eu cético, irônico e estético, e em seguida a meu Superego moralizador e, enfim, ao Eu-testemunha, escondido profundamente em cada um de nós. (...)”
Meus Demônios, Bertrand Brasil, 1997.

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A seção círculo poético é a espinha dorsal deste site. 64 palavras-chave foram selecionadas pela pesquisadora Nurimar Falci, sob orientação de Morin, para proporcionar um acesso inusitado, lúdico e participativo à obra do pensador francês. As palavras são associadas aleatoriamente aos 64 cubos que formam um cubo maior: clique em "índice" para visualizar a disposição espacial das palavras.

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