Morin

Mulher

“Carta da associação das ‘jovens senhoras’ me pede para lhes falar no seus congressos. Eu gosto do nome dessa associação. Sim, jovens senhoras, sejam associadas, sejam unidas e me peçam aquilo que quiserem. Vocês são não apenas minhas interlocutoras, mas os únicos seres com os quais eu sinto a necessidade imperiosa de me comunicar, e o magnetismo que vocês exercem sobre mim é cada vez mais fabuloso... (Não é essa a resposta que eu lhes enviarei).
Diário da Califórnia, Paris, Éditions du Seuil, 1970, Tradução livre de Nurimar Falci, São Paulo, SP 2001

“O amor não é somente minha necessidade subjetiva. Ele se impõe a mim pela necessidade objetiva, majestosa, gravitacional. (É necessário também, obviamente, a pele...) portanto, eu amava Johanne, eu amava Alanys, eu podia também, nesse mês de fevereiro, ser atraído por Elizabeth e Colette, e eu pude amar, três meses mais tarde em Lisboa, Lua solar... Aquilo que era antigamente minha facilidade de acreditar enamorar-me diante de um rosto tornou-se minha aptidão polifônica de amar seres que encarnam as virtudes que eu admiro.
Num dia de fevereiro, embriagado de sonhar com todas essa belas, eu escrevo:
Vocês são iluminadas pelo
Amor distante
Morte imemorial
Vocês, viventes amadas.

Vocês são cheias de brilho e numerosas
Agora que o astro primeiro morreu
Mas que sua luz jorra pela via láctea.“
Diário da Califórnia, Éditions du Seuil, Paris, 1970. Tradução livre Nurimar Falci, São Paulo, 2001.

“Quarta-feira, 03 de agosto 1994 – Iréne vem jantar... eu a vejo muito raramente, como Veronique. Eu tenho um grande coração de pai, mas ele se voltou principalmente para as mulheres.”
1994. Um ano sísifo. Diário de um final de século. Tradução livre, Nurimar Falci, 2001, São Paulo.

“Por volta dos doze anos recebi uma dupla marca fatal. Uma veio da alemã Brigitte Helm, soberana em A Atlântida, em que ela reinava como Antinéia, fazendo de mim um outro santo Avit, pronto para matar seu melhor amigo Morhange; a outra veio da mediterrânea Gina Manès em A via sem disco, cujo olhar massacrante me deixava à sua mercê.”
“Passei ao largo dos amores, ainda que não tenha podido viver sem amor; diria até que, sem alta combustão amorosa, não teria jamais tido coragem de escrever O Método.”
Meus demônios, Bertrand Brasil, 1997

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A seção círculo poético é a espinha dorsal deste site. 64 palavras-chave foram selecionadas pela pesquisadora Nurimar Falci, sob orientação de Morin, para proporcionar um acesso inusitado, lúdico e participativo à obra do pensador francês. As palavras são associadas aleatoriamente aos 64 cubos que formam um cubo maior: clique em "índice" para visualizar a disposição espacial das palavras.

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