Morin

Oriente

“Sexta-feira, 5 de agosto 1994 – (...) No avião, procuro no meus saco de revistas. O número de Maio - Setembro 93 de Dharma, publicação do centro budista Karma Ling, é consagrado à interdependência. Há também um diálogo sobre a comida entre o lama Teundrop e Arnaud Desjardins. Passa da idéia de jejum dietético à idéia do “jejum mental”: come-se demasiadas informações, impressões, mil nadas-inúteis, donde a necessidade do jejum mental pela meditação. Eu deveria, depois desta leitura, jogar fora todos os meus jornais e revistas, mas valha-me Deus! Ainda não sou desintoxicável.(...)”
1994, Um ano Sísifo, diário de fim de século. Tradução livre, Nurimar Falci, 2001, São Paulo.
          
“Encontramo-nos numa época de transição e de tomada de consciência de uma falta. Daí decorrer uma necessidade de Oriente, que resulta do vazio de nossas vidas do Ocidente. Esta necessidade foi estimulada pela descoberta do que nosso individualismo está longe de nos trazer paz interior. O individualismo possui uma face iluminada e clara: a das liberdades, autonomias e responsabilidades. Mas possui também uma face sombria, cuja sombra amplia-se entre nós: atomização, a solidão, a angústia. Juntos, descobrimos que as relações entre nossas almas, espíritos(mentes) e corpos encontravam-se perturbadas. 
(...) Eu mesmo escrevi que me considerava um “neobudista”. Isto significava que , não podendo aderir substrato metafísico da metempsicose, considerava que a mensagem de compaixão pelo sofrimento – não apenas humano, mas de qualquer ser vivo – que constitui a messagem fundamental de Sidarta, podia e devia ser incorporada em nós. (...) Assim, o Oriente nos penetra através de mil vias e mil tecidos cotidianos, enquanto que, por outro lado, o Ocidente técnico, industrial e capitalista se expande sobre o Oriente.”
Amor Poesia Sabedoria, 1998, Bertrand Brasil

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